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terça-feira, maio 23, 2006

Id quot circumiret, circumveniat.

Fui um espectador atento da campanha autárquica de Lisboa. Vi ao vivo os debates a quatro, não perdi nenhum dia de campanha. Carrilho perdeu porque as pessoas não gostam dele. Simplex! E sim, simplex é uma palavra latina, já antes da agência de comunicação do governo a colocar nas repartições públicas.
Tendo que escolher entre uma pessoa simpática, cujo rosto não conheciam seis meses antes, e Carrilho, o povo escolheu não votar no Carrilho.
Mas tudo isto não é novidade. O que verdadeiramente descobrimos ontem à noite, ao ver o debate na RTP, foram as qualidades políticas de Ricardo Costa. Como um político, preparou-se para o debate, pesquisou e tentou, como um sniper, anular uma a uma as posições morais dos adeversários. Relembrou que Rangel já fez uma campanha eleitoral, que a "perversa" agência de Carmona foi a mesma de Soares, que Rangel nunca fez estes ataques enquanto era director de uma televisão e, como um político num debate final, guardou para os últimos minutos a estocada final (citando o ataque de Carrilho a Morais Sarmento). Costa teve ainda o repentismo, que alguns dirão parlamentar, de terminar o debate com o soundbite da noite: "O rosto da derrota eleitoral".
Ficamos com duas notas deste prós e contras: o incómodo visível de Pacheco Pereira em estar ali no meio e a realização, por Costa, do sonho de qualquer jornalista: vencer um político no jogo deles. Ou será o jogo não é diferente?

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